Retorno sobre investimento total e anualizado. Compare diferentes investimentos e veja qual teve melhor performance.
Se informado, calcula também o ROI real descontando a inflação.
Usado para comparar: quanto teria rendido no CDI no mesmo período?
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O ROI (Return on Investment) — ou Retorno sobre Investimento — é a métrica mais universal das finanças. Ela responde a uma pergunta simples e poderosa: quanto eu ganhei em relação ao que investi?
Usado tanto por investidores pessoas físicas quanto por gestores de empresas, o ROI permite comparar investimentos completamente diferentes numa mesma escala — seja um CDB, uma ação, um imóvel, uma campanha de marketing ou a abertura de uma nova filial. É a linguagem comum de toda decisão financeira racional.
ROI positivo vs negativo: Um ROI positivo significa que o investimento gerou lucro — você recebeu mais do que colocou. Um ROI negativo significa prejuízo. Um ROI de 0% significa que você recuperou exatamente o que investiu, sem ganho nem perda. Mas atenção: ROI de 0% em termos nominais é ROI negativo em termos reais, pois a inflação corroeu o poder de compra do dinheiro.
O ROI é a métrica mais simples — mas não é sempre a mais adequada. Conheça as alternativas e quando cada uma faz mais sentido:
| Métrica | O que mede | Vantagem | Limitação | Melhor para |
|---|---|---|---|---|
| ROI Simples | Retorno total do período | Simples, universal | Ignora o tempo — 50% em 1 ano ≠ 50% em 10 anos | Comparações rápidas no mesmo prazo |
| CAGR (ROI Anualizado) | Taxa de crescimento anual equivalente | Compara investimentos de prazos diferentes | Ignora a volatilidade do caminho | Comparar fundos, ações, imóveis em prazos distintos |
| TIR (Taxa Interna de Retorno) | Taxa que zera o VPL de fluxos irregulares | Considera aportes e retiradas ao longo do tempo | Cálculo complexo, pressupõe reinvestimento à mesma taxa | Projetos de negócio com fluxos de caixa variáveis |
| VPL (Valor Presente Líquido) | Valor criado em reais, trazido a valor de hoje | Diz quanto vale em R$ o investimento no presente | Depende de uma taxa de desconto subjetiva | Decisões de capital em empresas, M&A |
| Payback | Tempo para recuperar o investimento | Intuitivo, fácil de comunicar | Ignora o que acontece depois do payback | Projetos com alto risco onde liquidez é prioridade |
| Sharpe Ratio | Retorno por unidade de risco assumido | Penaliza investimentos voláteis | Pouco intuitivo para não especialistas | Comparar fundos de investimento e carteiras |
No Brasil, o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é o benchmark padrão para qualquer investimento de renda fixa — e uma referência importante para renda variável. A pergunta que todo investidor deve fazer é: meu investimento bateu o CDI?
| Investimento | ROI Anualizado | CDI (13,75% a.a.) | Diferença | Avaliação |
|---|---|---|---|---|
| Poupança | ~6,5% a.a. | 13,75% a.a. | −7,25 p.p. | Muito abaixo |
| CDB 100% CDI | ~11,3% líq. IR | 13,75% a.a. | −2,45 p.p. | Referência |
| LCI 90% CDI (isenta IR) | ~12,4% líq. | 13,75% a.a. | −1,35 p.p. | Próximo ao CDI |
| CDB 120% CDI | ~13,6% líq. IR | 13,75% a.a. | ≈ CDI | Supera o CDI |
| Ibovespa (média hist.) | ~12–15% a.a. | 13,75% a.a. | Variável | Com risco maior |
| FIIs (média histórica) | ~10–14% a.a. | 13,75% a.a. | Variável | Isento IR nos rendimentos |
A regra de ouro do benchmark: Com Selic alta (acima de 10% a.a.), qualquer investimento que não superar o CDI líquido de IR está destruindo valor em termos de custo de oportunidade. Antes de qualquer investimento, calcule: "quanto renderia no CDB mais conservador no mesmo período?" — esse é o piso mínimo de retorno aceitável.
Nem todo ROI negativo ou baixo significa um mau investimento. O contexto importa muito:
Educação: Uma pós-graduação que custou R$ 30.000 e resultou em aumento salarial de R$ 800/mês tem payback em 37,5 meses — ROI de 32% ao ano, muito acima do CDI. Mas se o aumento não vier, o ROI é negativo. A incerteza do retorno é parte do cálculo.
Startups: Empresas em crescimento frequentemente têm ROI negativo nos primeiros anos — investem mais do que geram. O que importa é o ROI projetado quando o negócio atingir escala, não o ROI atual do período de crescimento.
Horizonte de análise: Um imóvel comprado em 2013 (pico do mercado) teria ROI negativo em termos reais até 2019. Quem vendeu em 2016 "perdeu". Quem aguardou até 2023 obteve retorno positivo. O ROI depende fortemente de quando você "fecha a conta".
Na prática, os termos são usados de forma intercambiável — ambos medem o retorno de um investimento em relação ao capital aplicado. A diferença técnica é sutil: ROI é geralmente expresso como percentual total do período, enquanto rentabilidade costuma ser expressa como taxa anual. No mercado financeiro brasileiro, "rentabilidade de 12% ao ano" e "ROI de 12% ao ano" significam a mesma coisa. A calculadora acima mostra ambos — o ROI total do período e o ROI anualizado (equivalente à rentabilidade anual).
Depende completamente do contexto, do risco e do benchmark disponível. No Brasil em 2026:
A regra universal: o ROI deve superar o custo de oportunidade — o que você obteria no investimento mais seguro e líquido disponível.
Para negócios, o ROI deve considerar todos os custos de forma honesta:
Ex.: Investiu R$ 50.000, trabalha no negócio (valeria R$ 3.000/mês), lucro bruto foi R$ 60.000 em 12 meses. ROI real = (60.000 − 36.000 de pró-labore implícito) ÷ 50.000 = 48% — não os 120% que pareceria sem descontar o pró-labore.
Depende do prazo. Um ROI de 100% é excelente em 1 ano, razoável em 5 anos e ruim em 20 anos. Sempre anualizar:
Por isso o ROI anualizado (CAGR) é sempre a métrica mais importante para comparações honestas entre investimentos.
ROI sozinho não conta tudo — precisa ser avaliado junto com o risco assumido. Dois investimentos com ROI de 15% a.a. podem ser completamente diferentes:
O Índice de Sharpe resolve isso dividindo o excesso de retorno (ROI − taxa livre de risco) pelo desvio padrão dos retornos. Quanto maior o Sharpe, melhor o retorno por unidade de risco. Para investimentos simples e sem volatilidade (CDB, Tesouro), o ROI simples é suficiente. Para ativos voláteis (ações, fundos), sempre considere o risco junto.
ROAS (Return on Ad Spend) e ROI são parecidos mas com bases de cálculo diferentes:
Um ROAS de 4x pode ser excelente para um produto com margem de 50% (ROI positivo) e terrível para um produto com margem de 20% (ROI negativo). Por isso, ROAS sem margem não diz nada — sempre calcule o ROI real considerando o custo do produto vendido.
Sempre anualizar. ROI total sem prazo não diz nada. Converta sempre para % ao ano para comparar investimentos de durações diferentes na mesma base.
Sempre calcular o ROI real. Desconte a inflação do período. No Brasil, ganhos nominais acima de 10% ainda podem representar ganho real modesto dependendo do IPCA do período.
Comparar com o benchmark. Seu investimento bateu o CDI? Se não, por que assumir mais risco ou menos liquidez por retorno inferior ao básico?
Incluir todos os custos. Taxas, impostos, manutenção, pró-labore implícito — ROI calculado com custos incompletos é ilusório e leva a decisões erradas.
Considerar o risco junto. Um ROI maior com risco muito maior pode ser pior negócio que um ROI menor com segurança. A relação risco-retorno é tão importante quanto o número em si.